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Lançamento do Álbum “Poema” Recital de Piano por Teresa da Palma Pereira em Auditório Municipal Ruy de Carvalho, R. Cesário Verde 3, 2790-047 Carnaxide, Lisbon, Portugal

Lançamento do Álbum “Poema” Recital de Piano por Teresa da Palma Pereira

domingo, 5 de julho de 2026
Auditório Municipal Ruy de Carvalho, R. Cesário Verde 3, 2790-047 Carnaxide, Lisbon, Portugal

Lançamento do Álbum “Poema” Recital de Piano por Teresa da Palma Pereira

Auditório Municipal Ruy de Carvalho  Em Carnaxide, Concelho de Oeiras

Programa do Recital

5 de Julho (Domingo) – 18h

Pianista: Teresa da Palma Pereira

1.ª Parte

• Mozart – Fantasia em Ré menor, K.397

• Mendelssohn – Rondo Capriccioso

• Chopin

Prelúdios n.º 5 e n.º 10 Noturno Op. 48 n.º 2 Estudo Op. 25 n.º 8 Prelúdios n.º 11, 14, 15 e 16 Valsa Op. 42 Balada n.º 2

Intervalo

2.ª Parte

• Liszt – Les Cloches de Genève

• Liszt – Soneto de Petrarca n.º 104

• Albéniz – Prelúdio de España, Op. 165

• Manuel de Falla – Danza Española n.º 2 de La Vida Breve

• Rachmaninov

Prelúdio Op. 32 n.º 5 Prelúdio Op. 23 n.º 9

• Debussy – Des pas sur la neige

Notas:

Obras que  por si e no seu conjunto revelam uma “poesia da música ”

A música de Mozart é feita de beleza, mas também de tempestades. O dramatismo da tonalidade de ré menor conduz-nos num turbilhão de emoções, numa “Fantasia”, ora patética, ora melancólica, inquieta ou graciosa…

A luz toma conta do piano de Mendelssohn com a chegada de mi Maior, cuja doçura se desfaz em espirituosa ironia, após a introdução, quando chega o “Rondo Capriccioso”.

A teatralidade dá lugar ao sonho e leveza, que dançam num corropio em busca de ré Maior, revelando novos mundos, que logo se mostram ilusórios e fugidios com dois Prelúdios de Chopin.

Finalmente, dos mundos oníricos descemos à terra, continuando a escutar tons de folclore e nostalgia noturna na música do compositor polaco.

Logo regressa o tom ligeiro, gracioso e dançante, que contrasta com a escuridão e momento sublime de reflexão introspectiva, com que culmina mais um ciclo de prelúdios.

Da serenidade contemplativa, a música salta, fervilhante, para o salão de baile, “valsa” e, em seguida, faz-nos escutar, em silêncio, uma história, uma lenda, balada…

Ouvem-se sinos, ao longe, eles tocam a rebate e desvanecem-se…o seu eco transforma-se em poema antigo, musicado por Liszt.

A poesia também vem da terra, do canto da tradição de um povo, povo cigano que chora e dança, homenageado por Albéniz.

O som torna-se mágico, através da cantilena das terras distantes, a terra que deixamos, a Rússia da infância de Rachmaninov, com as suas canções de embalar e ecos de vivacidade da língua falada.

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